(...)

Em noites de lua nova, quando o céu finge estar só vestido de nudez, brilham penduradas as estrelas, pequenas e belas.
E na Floresta Grande?


Bem, na Floresta Grande brilham os pirilampos cintilantes.












(...)

O menino tirou ainda da mochila um último objeto, uma pequena caixa de cores tão estranhas que só apetecia chegar mais perto.
– Este é o convidador de pirilampos.
– Muito bem – sorriu o Avô. – Andas mesmo a cientistar pirilampos! O menino sorriu, orgulhoso.

– É tudo muito simples, mas quando não conhecemos os segredos tudo parece mais complicado... Vou te mostrar como funciona, aqui estamos no lugar certo para convidar alguns pirilampos.











(...)

E de repente...
– Já está... Já está! – saltou o menino de contente.
– O que foi? – quis saber o Avô.
– Um pirilampo acabou de dizer “está um menino a olhar para mim.”

– Como? – o Avô estava muito admirado.
– Encontrei! Encontrei! Eu sabia.











(...)

– Tu entendes o código dos pirilampos? Eles falam mesmo? – o Avô estava muito admirado.
– Eles piscam... e eu leio o que eles dizem. Nem todos piscam, e nem todos dizem coisas muito certas. É preciso esperar. Há noites especiais, e há até pirilampos especiais. Que não brilham, por isso nem sei bem o que dizem.


















– Avô, deixa te mostrar como uma escuridão pode ficar bem bonita. Então os pirilampos fizeram a magia acontecer: brilharam todos ao mesmo tempo.
Um brilho azul-aceso saiu da gaiola (...).

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